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TJD-PI mantém julgamento da diretoria do Caiçara sobre eleição de 2017 Mesmo sócio tendo desistido da ação


Diretoria do clube teve tempo para apresentar documentação que comprove última eleição, questionada por sócios em ação junto à FFP; decisão final deve sair semana que vem

Por Taynan Cristófani e Stephanie Pacheco — Teresina
20/07/2019 09h33  Atualizado há um dia
O Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí recebeu, esta semana, um documento da diretoria do Caiçara Esporte Clube como resposta do pedido que sócios fizeram junto à Federação de Futebol do Piauí não reconhecendo a assembleia geral que elegeu a atual direção.
O documento do clube, no entanto, não reunia provas que comprovassem a realização da assembleia – ponto central da ação –, mas sim questionava a esfera legal escolhida para o pedido, a comissão disciplinar do TJD-PI.
Ao mesmo tempo, o sócio que liderou o pedido de ação desistiu de seguir com o processo, o que não invalida o documento, uma vez que os outros 52 sócios que assinaram o pedido não foram consultados sobre a desistência.


Ao fundo, Marcelo Pio, presidente do TJD/PI — Foto: Josiel Martins/Globoesporte.com
– A diretoria segue suspensa. Não é porque o sócio que fez o pedido desistiu que a ação será anulada. Inclusive, essa desistência será um caso que nós vamos apurar depois da resolução desse caso.
O processo seguiu para a procuradoria, e então para o auditor-relator do TJD, que vai analisar tudo e então definir o seu parecer. Vamos organizar uma sessão para votar o caso na próxima semana ou no máximo na semana seguinte – disse Marcelo Pio, presidente do TJD-PI.
A princípio, a atual direção do Caiçara, encabeçada pelo presidente Francisco Ispo, segue suspensa. O embasamento do documento enviado como resposta pelo clube era na questão da melhor esfera para a resolução do caso.
 A diretoria entende que o pedido deveria ser feito na justiça comum, e não no TJD/PI, pois o órgão atua nas questões disciplinares do esporte. O presidente do tribunal, no entanto, não entende da mesma forma.
 A partir do momento que a denúncia foi apresentada na federação é dever do tribunal receber, analisar, recorrer à procuradoria e votar a questão.
A desistência foi de um dos sócios que protocolou o pedido e não tem o aval dos outros 52 sócios.
Para acatar a desistência, era preciso juntar assinaturas de todos os sócios que têm seus nomes no pedido da ação – argumentou Marcelo Pio.

Apesar da desistência, o pedido de providência de Ivo José Monteiro da Silva segue os trâmites normais. Tanto o pedido, quanto o documento do Caiçara, questionando a esfera na qual foi acionado para comprovar a realização de assembleia para eleição, estão agora nas mãos do auditor Ricardo Braga, do TJD-PI.
Depois do parecer de Ricardo, membros do TJD-PI devem se reunir para votar o pedido e julgar o caso, deferindo ou não o pedindo de providência para suspensão e até anulação da atual diretoria – o que causaria a necessidade de uma nova assembleia para eleição de novos diretores.
Aceitando como base o questionamento da direção sobre a esfera legal do caso, a ação pode ser então negada, o que levaria o caso para a justiça comum. O julgamento deve acontecer na próxima semana, na sede do tribunal, em Teresina.
 fonte: globo esporte piauí

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